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sexta-feira, 20 de maio de 2011

QUEM ME CONVENCE DE PECADO?



QUEM ME CONVENCE DE PECADO?
 João 8:46

                          Conta-se que Diógenes, célebre filósofo grego, teria saído para as ruas da sua cidade com uma bruxuleante luz de candeia à procura de algo que teria perdido. Tal gesto, em plena luz do meio dia, provocou estranha curiosidade dos habitantes da cidade, que interrogavam:
                           - Que procuras com essa luz ao meio dia, Diógenes?
                           - Procuro um homem, respondeu o filósofo.
                           - Um homem? Eis que há por aqui tantos!
                           - Não, não, eu procuro um homem íntegro, sem pecados!...

                           Homens sem  pecado não há. porque "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). Pelo que, "como por um homem entrou o pecado no mundo e, pelo pecado, a morte, assim também a morte passou a todos os homens, por isso, todos pecaram" (Romanos 5:12).
                           Sem pecado só Jesus, que é Deus, concebido e nascido sem pecado por graça do Espírito Santo (Lucas 1:35).
                            A Bíblia fala-nos de um senador judeu (Nicodemos) que saiu encoberto pelas sombras da noite à procura desse homem e O encontrou.
                            Nicodemos encontrou o que o sábio ateniense não achou - o Homem, Jesus, que ninguém pôde convencer de pecado (João 8:46).
                             Nicodemos encontrou Jesus, a Luz do mundo,  o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Aquele que nos salva e nos faz reis e sacerdotes para Deus e Seu Pai (Apocalipse 1:6).
                             Tu podes encontrar Jesus com os olhos da tua fé, pois "eis que o Senhor está perto daqueles que O invocam em verdade".

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Não temos ouro nem prata



Não temos ouro nem prata
 
Se Pedro nos visitasse no presente século, talvez ficasse chocado
 vendo não só a dicotomia ocorrida com a Igreja, assim como
 a diferença patrimonial, espiritual e financeira da mesma.

Jesus acabara de ressuscitar (Jo 20.19). Ao cair da tarde daquele dia,
 veio Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco!
 Passados oito dias, estavam outra vez ali reunidos com 
as portas trancadas, veio Jesus, e disse-lhes: Paz seja
 convosco!
Depois disto, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos 
junto do mar de Tiberíades... Simão Pedro em certo momento
 resolve pescar ao que outros também disseram:
 Também nós vamos contigo. Quantos homens e mulheres
 de Deus após a morte de um sonho, de uma oração, de,
 um projeto, “voltam a pescar”.
Lançai a rede à direita do barco e achareis! Assim fizeram ,
e já não podiam puxar a rede, tão grande era a quantidade 
de peixes. Estaria Jesus abrindo uma frente de trabalho, 
uma empresa que financiaria Sua Igreja Universal, o Reino de Deus? 
Foram ao mercado revender? Abriram-se-lhes os olhos
 para que vissem o quanto poderiam enriquecer através do poder
 de Jesus? Não! Simplesmente não!
Pedro e João (At 3.1) sobem ao templo para a oração. Era levado 
um homem, coxo de nascença, que diariamente pedia esmola 
aos que entravam. Vendo ele a Pedro e João, implorava que lhe
 dessem uma esmola.
Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: Olha para nós.
 “Não possuo nem prata nem ouro, mas o que tenho, 
isso te dou”, “em nome de Jesus Cristo, o Nazareno, anda!”

1. A Igreja deixou de fitar os olhos na pessoa, por não ter
 tempo ou interesse. O foco deixou o individual (pouco lucro) 
para investir no coletivo (arrecadação maior).

2. A Igreja hoje, quando diz: “Olha para nós”, nem sempre pode
 fazê-lo por ter condição de oferecer aquilo que lhe foi confiado por
 Cristo, o poder (At 1.8; Jo 14.12). Ao invés disso, muitos se 
apoderaram do poder, não o do alto, mas o “auto poder”.

3. A Igreja na sua grande maioria não pode repetir: “Não tenho 
prata nem ouro”. Junto com o pecado, escândalos, injustiças, 
poder, o que a Igreja através de alguns de seus representantes,
 mais buscou através de sua história, foi a prata e o ouro.

4. A Igreja tem tido dificuldade em dizer: “Em nome de Jesus Cristo, 
o Nazareno, anda!”. Quais atitudes negativas foram incorporadas ,
ao Sagrado?

Tanto pelo lado da igreja romana como da reforma protestante,
 ambas se distanciaram do encontro ocorrido entre o apóstolo 
(Igreja) e o paralítico (perdidos). O apóstolo enriqueceu e o paralítico não andou!

São Tomás de Aquino, em visita ao Papa, que após lhe mostrar 
todos os tesouros do Vaticano granjeados através dos séculos,
 e comentar: Já não podemos dizer como Pedro e João, não
 temos prata, nem ouro..., (Aquino) responde ao pontífice:
 É..., mas também não podemos dizer levanta-te, e anda!

Por outro lado, mês a mês, estoura escândalo sobre escândalo
 com líderes evangélicos envolvidos em práticas de corrupção, 
roubo (do sagrado), enriquecimento ilícito, etc.

Que diria Pedro, hoje (para nós), ao ver nossos templos?
 E quanto as nossas atitudes com os paralíticos? Quantos 
deles esfolados, espoliados, despojados do pouco de suas 
misérias, sustento, fé... ensinados a buscarem o paraíso na terra, 
o passageiro, o que corrói, finda...

Após o milagre, o entrevado não adquire uma biga, não 
sobe na vida, não vira senador, não faz aos outros o 
que fizeram com ele, mas, levantando-se imediatamente,
 entra com eles no templo, saltando e louvando a Deus.

Essa é a hora do nosso próprio ego ser testado! Pedro, 
a exemplo de João que aponta para o Cordeiro, Jesus, 
não atrai para si os holofotes do clamor e honras 
oferecidos por ignorância, pelo povo. Tal atitude
 agrega quase cinco mil almas a Igreja. Crescimento 
gerado pelo poder do alto, não do auto poder, que 
apenas faz inchar!

Vivemos num mundo e numa época de competição 
com o Sagrado. Prêmio para o maior cantor, 
intérprete, compositor, musicista, o maior evangelista, 
maior pregador, maior pastor, maior igreja, maior nome
 no cenário evangélico, etc.

Mas João 3.30 (dois mil anos se passaram!), ainda é capaz
 de condenar quem assim age!

“Convém que Ele cresça e que eu diminua.”

Ao atentarmos para tais mudanças, após submetê-las 
ao crivo da Palavra e deixarmos o Espírito Santo 
ensinar e agir em nós, todos, a partir de mim, estaremos
 voltando a prática das primeiras obras (Ap 2.5), arrependidos,
 para que o nosso candeeiro não seja removido.

Só assim poderemos novamente fitar os olhos nas pessoas, dizer:
, “Olha para nós”, afirmar: “O que tenho, isso te dou: 'Em nome de
 Jesus Cristo, o Nazareno, anda!'”

A Igreja, do Deus Imutável, infelizmente mudou. Mas pode 
mudar novamente, não através da reforma, mas da volta ao início,
 ao primeiro amor, submetendo-se ao seu dono, o Cordeiro de Deus,
 Jesus Cristo, o Senhor.




 Autorizado pelo autor: Pr. Dirceu Pereira

sábado, 7 de maio de 2011



Mãe segundo o coração de Deus

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"... conceberás e darás a luz um filho" ( Lc. 1:31). Quantas mulheres  na  Bíblia  receberam  essa  promessa?  Sara,  Ana, Isabel,  Maria...  Algumas dessas mulheres eram estéreis, outras bastante idosas e uma era virgem! Seus filhos nasceriam contrariando  toda a  lógica dos acontecimentos naturais! Mas, mais que um milagre, nasceriam para que se cumprissem os planos de Deus. Cada uma conceberia com propósitos bem definidos.  
A Bíblia diz que Deus “...faz que a estéril  viva em família e seja alegre mãe de filhos”(Sl.113.9). Para Abraão disse: “De  ti farei uma grande nação.”(Gn. 12.2). O profeta  Isaías  falou a  respeito de João o qual  nasceria  de  Izabel, mulher  estéril e  também  idosa  (Lc.1.5-7);    e  ainda  profetizou  dizendo:  “Eis  que  a virgem conceberá  e dará  à luz um filho...” (Is.7.14).
Podemos  compreender  que  Deus  escolhera  tais  mulheres  não  apenas  para  realizar  seus propósitos e manifestar através delas o seu poder, mas também demonstrar seu incomparável amor e bondade fazendo-as viver uma das maiores experiências que é ser mãe. Há muito que aprender sobre ser mãe segundo o coração de Deus.   
O capítulo 13 do  livro de Juízes apresenta outra mãe que não está entre as citadas acima. Uma mulher notável, perspicaz. Com ela podemos aprender a ser tementes ao Senhor e como proceder no convívio diário do  lar.
A Bíblia não dá o seu nome. Era a mulher de Manoá. Sendo ela uma mulher estéril,  recebeu a notícia de que conceberia e teria um filho; promessa que veio acompanhada de recomendações sobre algumas restrições, as quais ela prontamente acatou e obedeceu, pois confiou no Anjo do Senhor que  lhe aparecera. Tal como as outras crianças prometidas, seu filho, o tão conhecido Sansão, viria para cumprir uma missão: “... ele começará a livrar a Israel da mão dos filisteus” (Jz. 13.5).Assumiu a responsabilidade de criar um filho nazireu,  separado  e  consagrado  ao  Senhor  desde  o  ventre  até  o  fim de  sua  vida. 
O  voto  de  nazireado significava  um  período  específico  de  devoção  a  Deus  (em  alguns  casos  até  a  morte). Implicava  numa  autodisciplina pessoal em que  três áreas eram  controladas: a dieta  (na podia  beber  vinho ou  comer comida imunda); a aparência (não podia cortar o cabelo); e associações (não podia se misturar com outros povos, nem tocar em cadáveres, mesmo sendo de familiares).
Acatou a ordem do Anjo do Senhor de que ela mesma não bebesse vinho ou comesse alguma coisa imunda, pois seu filho seria consagrado desde o ventre.  Não guardou para si aquele acontecimento; ao contrário, correu e compartilhou a experiência com seu marido. Um exemplo bíblico de casal companheiro, que buscou  juntos orientação clara de Deus de como deveriam proceder quando seu  filho nascesse.
Quando Manoá e sua esposa perceberam que aquele homem era o Anjo do Senhor (uma prefigura do Cristo que haveria de vir), prostraram-se com o rosto em terra.  
Aquela mãe  foi submissa à palavra do Anjo do Senhor, pois, Sansão nasceu, e a Bíblia diz que Deus o abençoou e o Espírito do Senhor passou a agir por meio dele.  
Cada um de nossos filhos é dádiva do Senhor (Sl. 127.3) e é necessário que eles recebam de nós, mães, em parceria com nossos esposos, essa consciência e vivam por ela. Há muito que podemos fazer para que  nossos  filhos  sejam  separados e  consagrados  ao  Senhor,  cheios  do  Espírito  de Deus,  sendo  bênçãos onde quer que forem. Podemos orar por eles sempre.
Podemos ser exemplo de mães consagradas. Podemos ser  companheiras  dedicadas  de  nossos  maridos,  andando juntos  no  temor  do  Senhor,  concordando  na disciplina bíblica de nossos filhos para apresentá-los de volta  a Deus como oferta.    
Angela Maria dos Reis Campelo
Ministra de Música da Primeira Igreja Batista em Cidade Operária